Creepypasta:Sempre siga a luz! - Parte Final




Fomos até o lado de fora e meu pai até a garagem, estávamos esperando até que ele saiu de lá e disse: "Droga, esqueci uma coisa em minha cama, esperem aqui enquanto vou buscar.", ele caminhava para dentro de casa com pressa.
Logo, surgiu a ideia de brincar em minha mente, não sei porquê, mas surgiu. Minha mãe ficou sentada no tapete da porta da nossa casa. Nossa casa, nossa rua, tudo. Eu havia esquecido os nomes, só os nomes. Eu podia me lembrar exatamente de com as coisas eram e são. Mas não dos nomes. Na verdade aquela cena me dava um pouco de deja-vu, principalmente quando vi minha irmã caminhando para falar com nossa mãe. "Podemos brincar na neve, mamãe?", ela perguntava com aquela cara de criança que faz de tudo para conseguir o que quer. "Tudo bem, mas procurem não ir muito longe", ela advertiu. Foi então que ela me veio pedir para brincar. "Vamos brincar de 'Sempre siga a luz' irmão!". Eu suei, suei como nunca havia antes. Uma sensação gélida veio a minha garganta e se espalhou por todo meu corpo. Era a primeira vez que eu não queria brincar em toda a minha vida. Não sei porque estava assim. Foi então que disse, bem alto: "Não! Eu não quero brincar!". Minha irmã ficou um pouco triste, mas ao mesmo tempo, curiosa. Ela olhou para mim. "Por que você não quer brincar? Por favor!". Eu não podia recusar um pedido a ela, mas a sensação que estava me dando de aflito era muito, porém, por impulso eu disse: "Está bem, vamos brincar." Ela comemorou e disparou logo em seguida, indo em direção ao faixo de luz que saía das nuvens e que ia, aos poucos, se afastando e encolhendo. Eu a segui e continuei a brincadeira como ela era normalmente. Até que uma grande névoa veio até nós. Era normal algo assim acontecer em dias muito frios, só que ela veio tão rápido que eu mal pude sair de perto da casa, só avancei alguns metros. Eu então, desesperado e com medo, comecei a gritar: "Irmã, venha até aqui! Por favor!", obviamente eu ainda não lembrava o nome dela, mas a segurança era o mais importante no momento. Poderia chamá-la do que quisesse, desde que ela viesse. E ela veio. Veio chorando e desesperada, com o joelho machucado. Eu a segurei. "Irmão, eu caí e me machuquei, cuida de mim." Senti um aperto no coração e só pude dizer a frase mais clichê e mentirosa de todas: "Vai ficar tudo bem, relaxe". Eu dei uma olhada no machucado, claramente ela iria ter de engessar a perna, sangrava pouco e quando tocava doía muito, algo quebrou. Ela não iria se levantar dali tão cedo. Fiz uma enorme força para levantá-la, mas logo caí também, estava fraco. Fraco para aguentar o peso de minha irmã. E foi aí que eu ouvi um barulho vindo à esquerda. Vi dois olhos brancos se aproximando de nós, só pude ouvir minha irmã gritando: "Irmão, proteja-me! Socorro!". Eu não pude fazer nada, estava congelado, eu a abracei com toda a minha força e disse: "Feche os olhos.". Esperei pelo pior, mas fui empurrado para longe. Eu só gritei: "Irmãããã!". E foi aí que percebi a névoa indo embora, estava tudo claro. Eu pude me ver segurando minha irmã, enquanto o carro de meu pai se aproximava de nós, e então... Então tudo ficou preto... Quando percebi, eu finalmente entendi o que havia acontecido. Eu estava ao lado de minha mãe e um outro menino estava na frente dela, deixando uma rosa em uma lápide. Meu pai colocava a mão no ombro dele e chorava muito: "Nós sempre visitamos os dois quando podemos, e, dessa vez, decidimos trazê-lo. Já faz um ano..." Era uma criança adotada, mas que chorava também. Pois ele poderia ter um irmão se o destino não o tivesse impedido. Minha mãe também chorava, meu pai também, era uma cena triste demais para alguém como eu observar. Ao olhar o clima em volta, eu pude ver a neve caindo, as nuvens cobrindo o céu e eu olhando para cima, vendo um faixo de luz caindo sobre a lápide. "Aqui jaz Matheus e Rebecca, duas crianças felizes." Sim, Rebecca, este era o nome de minha irmã... Eu pude vê-la uma última vez, vi sua mão vindo da luz que pairava sobre a lápide e ela me dizia: "Sempre siga a luz.". Eu segui a luz e com ela subi até os céus. Neste dia eu lembrei que, há um ano atrás, eu e minha irmã havíamos morrido. Neste momento, eu finalmente segui a luz...

Créditos: Creepypasta Wiki
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