Creepypasta: O Terminal




Frio... Tão frio. Andrew era apenas um dentre os milhares que encaravam o destino inevitável. Qualquer humanidade interior era apenas para ser sugada pelos "Outros". O tempo tendia ao infinito enquanto o espaço diminuía em escalas inimagináveis. Essas pobres criaturas deveriam se despor de suas formas humanas e marchar em direção aos "portões da provação". Lúcifer em pessoa não ousaria causar tanto tormento, nem mesmo em sua própria realidade de dor e tormento infinito.



Andrew teve uma breve visão da "passagem". Aquele som ensurdecedor, no entanto, ainda podia ser ouvido. Ao contrário. O único pensamento de passar por esses terríveis portões fez Andrew valorizar tudo o que havia deixado para trás. A brisa fresca, porém acolhedora, do outono, o riso das crianças, o cheiro de um dia recém-nascido, os lábios quentes e úmidos de Charlene. A viagem ao desconhecido... Uma jornada misteriosa, que só as mais corajosas almas se atreveram a realizar

Quando o que parecia uma eternidade terminou, o "julgamento" de Andrew estava para acontecer. Ele deveria atravessar os "portões da provação" e provar seu valor como o viajante ao abismo. Estaria ele próximo ao seu erro? Estaria ele próximo a sua purificação? Ele caminhou com passos firmes porém lentos pelos portões cercados pelos "outros". O destino iminente de Andrew, causou-lhe arrepios na espinha, fazendo seu corpo doer de dor.

Passo à passo. Ele se aproximou dos portões. O que iria acontecer? Trovões! Relâmpagos! A silhueta de Andrew cresceu e então diminuiu. os "outros" se aproximaram dele, como se assumissem saber o que esperava Andrew. Ele foi levado com eles à uma caverna escura. A dor não poderia ser descrita com palavras. A purificação foi o processo que fez o mais forte grito de dor.

Após uma inimaginável longa sessão de tortura, Andrew estava livre para prosseguir. Ele estava pronto para o grande salto à frente. Ele ganhou o seu lugar. Quando a jornada estava prestes a começar, ouve-se uma voz estática, quase incompreensível. A voz disse algo como: Senhoras e senhores, aqui é seu capitão falando. Aproveitem seu voo e espero nos vermos de novo em outraviagem.
Fonte:Dossiê do Felipe
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